O brasileiro não precisa de economista de crachá para saber que a situação está feia. Basta ir ao supermercado, passar no posto de combustível ou abrir a conta de luz. A inflação voltou a castigar o bolso das famílias e, como sempre, quem limpa o prato mais cedo e sofre primeiro é a população de renda mais baixa.
Enquanto o cidadão se vira nos trinta, o debate público finge ignorar a raiz do problema. A verdade nua e crua é que o governo Lula é fiscalmente irresponsável. Existe uma ilusão deliberada em Brasília de que o Estado pode gastar indefinidamente sem que a conta chegue. Não existe mágica na economia: quando o governo gasta mais do que arrecada, destrói a confiança do mercado, afugenta investidores e pressiona diretamente o custo de vida de todo mundo.
A armadilha do consumo artificial
A estratégia econômica do governo Lula está baseada em um erro antigo: achar que a economia cresce apenas estimulando o consumo na marra. Consumo sozinho não gera riqueza; gera inflação.
Quando o governo injeta dinheiro artificialmente para o povo gastar, mas a capacidade de produção do país continua estagnada, o resultado é óbvio: a demanda cresce mais rápido do que a oferta, e os preços explodem. Uma economia forte não se sustenta com base em canetadas e crédito fácil; ela exige investimento real, produtividade, segurança jurídica e, acima de tudo, responsabilidade com o dinheiro público. Sem isso, qualquer voo é de galinha.
O diagnóstico é claro: Com as contas públicas destruídas e a inflação subindo, o Banco Central é obrigado a manter a taxa básica de juros (Selic) nas alturas para frear o desastre. E juros altos são o freio de mão do país.
O único caminho: botar as contas em dia
Se o Brasil quer voltar a crescer de verdade, precisa parar de empurrar a sujeira para debaixo do tapete. É urgente colocar as contas públicas em dia. O equilíbrio fiscal não é um capricho burocrático, é o único gatilho real para mudar o cenário atual através de uma reação em cadeia previsível:
Queda dos juros: Com o governo gastando menos e controlando a dívida, o risco-país despenca, permitindo a redução consistente da taxa básica de juros.
Crédito barato para quem produz: Juros menores significam que o empresário e o microempreendedor finalmente conseguirão pegar empréstimos que fazem sentido financeiro.
Aumento da produção: Com acesso a crédito justo, o setor produtivo volta a investir em maquinário, expandir indústrias, abrir novas filiais e aumentar a oferta de produtos no mercado.
Menos desemprego e mais PIB: Mais empresas produzindo significam milhares de novos empregos gerados, salários reais mais altos e um crescimento genuíno do PIB.
Derrubar a inflação e gerar emprego não se faz com discursos inflamados ou maquiagem estatística. Países que prosperaram fizeram o dever de casa: cortaram gastos supérfluos, fizeram reformas estruturais e respeitaram quem produz.
A economia não responde a palanque. Ela responde a incentivos, confiança e matemática básica. Enquanto o governo insistir em gastar o que não tem e apostar no consumo artificial, o cidadão comum continuará pagando o pato pela irresponsabilidade de quem está no poder.
